Eu, Ele e a Cruz.

Publicado: janeiro 8, 2012 em Uncategorized

Ele nasceu e cresceu de maneira humilde. Experimentado no trabalho e no sofrimento.
Provou de desprezos e ainda assim tem no olhar ternura e amor.

Me abraça… ahh… e eu sinto o seu perfume, o cheiro de suas vestes, de seus cabelos. Seu braço esquerdo aperta seu peito ao meu e sua mão direita a me afagar enquanto sussurra em meu ouvido – eu te amo! eu sei muito bem como você está se sentindo – parou por um momento me apertou ainda mais contra si e eu pude sentir o pulsar do seu coração, e foi quando continuou – a decisão de perdoar e amar incondicionalmente foi a melhor decisão que tomei.

Me constrangi quando ali, naquele abraço, me lembrei de tantas vezes que eu mesmo O desprezei, quantas vezes virei-lhe o rosto, e de um salto me afastei dele, corri.

E foi quando um alvoroço começou a tomar conta da cidade. Ouvi dizer que os homens da lei estavam planejando um julgamento, ilícito, pois já era noite. E caminhei, errante por entre a cidade.

E foi, quando percebi que um homem havia sido preso, mas decidi por não me envolver neste assunto, já tinha problemas demais para mim mesmo.

Decidi subir uma montanha…me distanciar, esperar a morte, pois não havia outro destino pra mim.

Eu pudia ainda sentir o perfume dele em mim, e lembrar-me daquele abraço, mas eu não pudia voltar, a culpa era grande demais, a vergonha, eu não sabia voltar, não pudia.

Já era de manhã quando ouvi o povo chamar o nome dele diante de algumas palavras de Pilatos.

E tudo aconteceu muito rápido, e quando me aparcebi, lá estava ele, abraçando outra vez, mas desta vez, abraçado à uma cruz.

E quando me olhou nos olhos, eu me senti abraçado outra vez, e a maneira como Ele se apegou àquela Cruz me fez entender o que ele disse “perdoar e amar incondicionalmente foi a melhor decisão que tomei”.

E o algoz martelava aqueles cravos que dilaceravam suas mãos, seus pés… a violência era tamanha que o sangue espirrava no próprio algoz…

E ele foi levantado, pregado no madeiro, ali… no meu lugar, onde eu estava assentado… a morte chegou pra mim, mas Ele a tomou sobre si, por mim…

Depois de horas calado, Ele questionou o Pai – Por que me desamparaste? – que no profundo da minha alma pude ouvi-Lo responder: por você!

E me aproximei…

E ele bradou: Está consumado!

Era por volta do meio dia e o céu enegreceu-se a terra tremia, muitos corriam temendo por terem reconhecido quem era este homem.

Eu também o reconheci e por isso me lancei aos pés da Cruz, e ali fiquei, o algoz, com uma lança rasgou o Seu lado, e eu fui lavado.

No terceiro dia, ele me encontrou, e novamente me abraçou e me disse as mesmas palavras: a decisão de perdoar e amar incondicionalmente foi a melhor decisão que tomei.

O abraçei ainda mais forte – por favor, não me deixe sair daqui outra vez, eu preciso do teu abraço, eu preciso te conhecer, eu preciso agir como tens me dito, me ajuda…

E ainda por um breve momento ele se calou e me disse: eu estarei com você TODOS OS DIAS, até que eles terminem.

E assim tem sido…

Por: Danilo Garcia.

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